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O Conde de Monte-Cristo - ler um livro que já se conhece

O Conde de Monte-Cristo, de Alexandre Dumas (pai), está na lista de livros que entraram na minha vida em tantos formatos culturais que foi ficando para trás. 


 


Na verdade, sempre pensei no que pudesse ser interessante num livro, do qual conheci dezenas de versões. 


A resposta, encontrei-a na leitura do primeiro volume da obra: O Conde de Monte-Cristo é um livro que se lê com vontade de terminar, mesmo quando pensas que sabes toda a história. 


 


É que na verdade, a história comprimida dos filmes, apenas abarca uma fracção do que que é o original, incrivelmente rico e muitas vezes distinto das adaptações. 


 


A base da história, todas/os conhecemos. Um jovem de 19 anos - Edmund Dantés - , é traído por quem o quer suceder no comando de um navio e nos amores da sua noiva e acaba preso durante mais de uma década no Castelo de If, esquecido pelas autoridades e julgado morto, por quem o amava. 


 


No castelo, conhece uma fantástica personagem - Abade Faria - um padre italiano que há anos que escava uma fuga da sua cela, para descobrir que se enganou nos cálculos e acabou na cela de Dantés.


A amizade entre ambos será profunda e Faria torna-se um mentor e professor do jovem marinheiro, além de cúmplice no prosseguimento das escavações. É o Abade Faria, que irá encaminhar o jovem Dantés para o tesouro da ilha de Monte Cristo. 


 


Com um tesouro inimaginável, Dantés tem apenas dois objectivos: saber o que aconteceu às pessoas amadas (pai e noiva), descobrir os contornos do seu aprisionamento e vingar-se dos culpados.


 


O ritmo da obra é alucinante. Nas primeiras 400 das 1200 páginas, já Dantés fugiu da sua prisão, encontrou o tesouro, assumiu as primeiras personagens que o levaram de volta à vida antiga, procurando os seu entes queridos, e assumiu a persona de Conde de Monte Cristo, criando a primeira teia da sua vingança.


 


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E quando a obra começa a divergir dos filmes é quando percebo que há a possibilidade de surpresas, o que me deixa ainda mais motivada.


 


O fim do primeiro volume deteve-se (a meu ver excessivamente) num episódio, fazendo-me temer pelo segundo volume. É que convém não esquecer que Alexandre Dumas era pago em função do número de linhas escritas. 

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