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My Books News

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Livros sobre o Holocausto

Ainda na sequência da leitura do Sombras Queimadas, de Kamila Shamsie, fiquei a pensar sobre o porquê de continuarmos a ler, muitas vezes de forma romantizada, sobre a 2ª Grande Guerra Mundial, quando temos conflitos mais contemporâneos e relevantes para o nosso momento histórico.

E sobre os quais, tão pouco sabemos.

 

Nem a propósito, abro o dia a ler sobre como o Museu Memorial do Holocausto Auschwitz-Birkenau, desaconselhou a leitura do The Boy in the Striped Pyjamas (O Rapaz do pijama às riscas).

 

Tudo começou quando o autor do livro se lamentou (no Twitter, of course) que se estava a multiplicar a publicação de livros sobre o Holocausto e Auschwitz.

 

“I can’t help but feel that by constantly using the same three words, & then inserting a noun, publishers & writers are effectively building a genre that sells well, when in reality the subject matter, & their titles, should be treated with a little more thought & consideration.”

 

Concordo em certa medida com o que diz. Odeio esta trupe de livros que romantizam o Holocausto, que criam lindas histórias entre o horror, que não é mais que pano de fundo.

Inventam histórias e vendem factos.

 

O problema não está no que John Boyne disse, o problema é que ele não soube reconhecer que fazia parte do género.

Defendeu-se dizendo que o seu livro é ficção. Ou seja, afinal o que o chateia não é a falta de rigor, é mesmo o excesso de concorrência.

 

A minha TBR sobre o Holocausto:

  • Night, Elie Wiesel
  • Primo Levi
  • Eichmann in Jerusalem, Hannah Arendt
  • Notes from the Warsaw Ghetto, Emmanuel Ringelblum
  • All But My Life: A Memoir, Gerda Weissman Klein
  • We were young and at War, Sarah Wallis e Svetlana Palmer
  • Ravensbrück: Life and Death in Hitler's Concentration Camp for Women, Sarah Helm

3 comentários

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    Cristina 16.01.2020

    A "A Bibliotecária de Auschwitz" disse que o livro foi demasiado romantizado. A entrevista que li dela era bastante crua, sobre as câmaras de gás. É isso que me incomoda sobre esses livros: querem tornar as histórias agradáveis para quem lê. Como é possível fazer isso, quando milhões de pessoas foram assassinadas? Esse tema não deve ser agradável para quem lê. Estaremos todos perdidos, quando isso acontecer.

  • Sem imagem de perfil

    Maria 17.01.2020

    Já terminei o livro. No inicio não estava a ser uma história muito verossímil, as personagens circulavam no campo com muito à vontade e não transmitia as dificuldades porque passavam. Depois de ter lido livros de relatos "crus" aquela história não me estava a fazer sentido.
    Mas o livro avança num crescendo e, talvez a sensivelmente 1/3 do final, as personagens começam a passar por horrores inimagináveis.
    Acho que neste tema prefiro histórias mais reais, relatos na primeira pessoa, mais verdadeiros, que nos consigam dar uma imagem do que foram os campos de concentração e da maldade que a "humanidade" é capaz, por isso gostei muito mais da parte final do livro do que da inicial.
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