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My Books News

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Blonde, o livro

30.09.22

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Na verdade, o audiolivro que (curiosamente) termina com uma entrevista a Joyce Carol Oates.

 

Estou a tentar não gastar mais dinheiro e a Netflix não é uma prioridade. Por isso, apesar de querer muito, ainda não vi o filme.

 

Mas é fascinante ler as primeiras reacções à adaptação da biografia ficionada de Marilyn Monroe (Netflix), por Joyce Carol Oates, com acusações de misogenia, exploração, entre outros. 

Naturalmente que fui a correr para a  conta Twitter da autora: Joyce Carol Oates (@JoyceCarolOates) / Twitter que, pelas partilhas que tem feito, parece ter gostado do filme.

Curiosamente (ou promenitório), as partilhas que fez, com elogios, são todas por autores do sexo masculino. 

 

Marilyn Monroe é personagem (a escolha da palavra foi intencional) adorada, mas só quem nunca leu Joyce Carol Oates poderia achar que iriam sentir-se bem, após ver este filme.

Os cenários habituais da sua obra são a violência, o abuso e a morte. Aliás, a autora começou por escrever dentro do género do gótico e do horror.

 

Blonde é tanto Norma Jean como Marilyn Monroe, ambas numa espiral de declínio até à morte. 

 

E foi  precisamente esse aspecto que interessou o realizador: fazer um filme sobre uma pessoa que se vai suicidar, ignorando todo o seu legado (pontualmente mencionado no livro).

O realizador deixou claro que o seu foco era explorar as suas fraquezas e é isso que parece ser tão difícil para quem vê.

Parece haver um sentimento generalizado de clamor pela revitimização da atriz (mulher?). Ou talvez estejamos simplesmente fartas de ver mulheres reduzidas a vítimas, no grande ecrã, uma revitimização quase sempre associada à exploração do corpo.  

Agosto... pouco literário

04.09.22

Em Agosto li 3 BD (nenhuma extraordinária), algumas páginas do Dom Quixote e 90% do audio livro Vesper Flights de Helen Macdonald.

Isto porque subscrevi uma mensalidade grátis de Amazon Prime Video e tenho estado a "rentabilizar" a oferta. Deixo-vos algumas recomendações:

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Comecei logo por Picard, com um Picard em fim de vida, mas com um Patrick Stewart no seu melhor.

 

Como qualquer trekkie que se preze, continuei com Star Trek 2009, 2013 e 2016.

Os dois primeiros, tiveram uma curta, mas brilhante participação do mítico Leonard Nemoy e o de 2016, já depois do seu falecimento, uma justa homenagem. 

 

Depois, recordei-me de uma revisão que havia lido sobre a série The Boys e decidi, em boa hora, espreitar. É genial, pela premissa (super heróis que são, na realidade anti-heróis), pelo desenvolvimento, pelos desempenhos.

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Outra grande escolha foi a adaptação dos contos de Philip K. Dick´s,  das melhores séries de ficção científica que vi em anos. Recomendo vivamente.

Cada episódio adapta um conto e o leque de actores é impressionante, desde Anna Paquin, Richard Madden, Janelle Monáe, Julia Davis, Terence Howard, Vera Farmiga, Greg Kinnear, Steve Buscemi e tantas/os outras/os.

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Apesar de ser fã de Brian K. Vaughan e do seu Saga (com Fiona Staples), nunca tinha lido o Paper Girls

A primeira série (a única disponível) é fantática, embora com diálogos pouco realistas para crianças de 12 anos.

Mas como ficção científica sobre viagens no tempo, é bastante convincente.

E quem nunca sonhou em poder viajar no tempo, para corrigir erros ou numa tentativa de antecipar o futuro?

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Vi ainda:

Um Amigo Extraordinário com Tom Hanks

Dois episódios da nova série Senhor do Anéis (pode ter custado muito dinheiro, mas não impressionou)

 

A lista de potenciais filmes ou séries a ver é demasiado longa para o período experimental, mas 1984 com Richard Burton não me escapa.

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