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My Books News

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Diário de leituras

31.05.23

Hoje, assinalei o término da 7ª leitura do ano, que na verdade foi uma audição de um livro já lido em 2018: Casamento de conveniência. 

Assinalo que os anteriores 6 foram todos livros das minhas estantes. #LerOqueTenho

 

Voltando a Casamento de conveniência, porquê a releitura, se sequer é dos meus preferidos de Georgette Heyer?

Porque me apercebi que Richard Armitage era o narrador. E quem não quer um Richard Armitage a susurrar-lhe ao ouvido?

 

Lidos em 2023 - Chico Buarque, Georgette Heyer e Singrid Undset

31.05.23

Estorvo - Chico Buarque

A propósito da cerimónia da cerimónia de atribuição do Prémio Camões, decidi ler o único livro de Chico Buarque, das minhas estantes.

Estorvo é o seu primeiro romance e tem apenas 155 páginas.

Confesso que fiquei sem saber o que pensar da história.

No livro, a personagem deambula pela cidade e por locais de referência, ainda que acabem apenas por ser locais onde vivem ou trabalham as suas pessoas significativas. Mas fica-se com a sensação que a personagem não âncoras na vida, nenhum local que sinta ser o seu lar e por isso vai errando só pela cidade (e pela vida).

A solidão é tão palpável que se torna um livro perturbador.

 

Arabella - Georgette Heyer

Já não é a primeira vez que leio Georgette Heyer e espero que não seja a última. É sempre uma leitura divertida.

Desta feita, a nossa heroína é a filha mais velha de um vigário rural empobrecido, em que a mãe envia para Londres, na esperança que esta possa fazer um bom casamento que possa beneficiar a sua família.

 Arabella é uma beldade, mas também idealista e cheia de personalidade.

 

Ao ouvir o Sr. Robert Beaumaris, um cavalheiro abastado, fazer comentários desdenhosos sobre si, Arabella decide dar-lhe a volta e cria uma mentira sobre ser uma herdeira de grande fortuna (nunca pensando que o irá rever). As semelhanças com Orgulho e Preconceito de Austen são óbvias.

 O Sr. Beaumaris decide divertir-se, espalhando a história por toda a sociedade londrina.

O que se segue é uma série de mal-entendidos e encontros encantadores.

Arabella é um romance delicioso e bem humorado, com personagens vivas e uma heroína adorável. Bónus adicional: um rafeiro inesquecível. 

 

Vidgis, A Indomável - Singrid Undset

Sigrid Undset (1882-1949), foi a segunda mulher a vencer o prémio Nobel da Literatura (1928). 

Dela, só tinha lido a Kristin Lavransdatter (Coroa, Esposa, Cruz), magnífica. Na verdade, uma das mais magníficas obras literárias que já li.

 

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Vidgis, a indomável ("Filha de Gunnar"), foi o primeiro romance histórico de Sigrid Undset, publicado em 1909.

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Situado no início do século XI na Noruega e Islândia, a narrativa abrange o amor trágico entre a altiva Vigdis Gunnarsdatter e o islandês Viga-Ljot.

O livro mergulha em uma série de temas complexos. Trata da violência sexual, expondo a crueldade deste ato e suas consequências devastadoras na vida das vítimas. Mas o verdadeiro fio condutor é a vingança, ilustrando como pode consumir uma pessoa, uma comunidade, um legado.

 

Uma saga que adoraria poder continuar com outras obras da autora. Infelizmente, esta não está traduzida para português, com excepção deste  Vidgis, da trilogia Kristin Lavransdatter, numa velhinha edição da Portugália, da qual só tenho o primeiro volume e do Primavera, numa edição brasileira dos anos 60.

 

Tinha esperança que a sua entrada no domínio público alterasse isso, mas como sempre, as autoras tendem sempre a ficar esquecidas nos anais da literatura (e não só). 

Vou a Tormes! E vou!... E tu vens!

29.05.23

Já o referi aqui que, volto a Tormes, a Jacinto e a Zé Fernandes quase todos os anos. A releitura de A Cidade e as Serras é um dos meus confortos literários. 

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Mais recentemente, comecei a releitura a partir do momento em que Jacinto decide ir a Tormes. 

 

Para quem não conhece, A Cidade e as Serras é uma obra de Eça de Queiróz, publicada (1901) após a sua morte (1900). Notabilizado pela crítica social contundente, o  Eça de Queiróz de A Cidade e as Serras é já um humanista. 

Jacinto é um príncipe, não pela sua fidalguia, mas pela grandeza dos seus valores, pelo gentil trato com todos, pela generosidade para com os pobres, pela motivação em elevar tudo e todos consigo. 

Do excesso (cidade) à austeridade (fase inicial em Tormes), até ao encontro do equilíbrio (exterior e interior), assim é o caminho de Jacinto.

Hard Land - Benedict Wells

28.05.23

Hard Land - Duros Anos | LeYa Online

Para fugir aos problemas em casa, Sam, de quinze anos de idade, arranja um trabalho de férias num velho cinema. O seu objetivo é apenas ocupar as longas horas do verão abrasador e entediante. Porém, o trabalho aparentemente desinteressante abre uma porta para um novo mundo. O cinema decadente e os jovens que lá trabalham vão transformar esse verão em algo mágico e memorável, incentivando Sam a sair da sua zona de conforto. Com os novos amigos, conhece os segredos da cidade e, mais surpreendentemente, descobre o amor. Pela primeira vez, não se sente só. Pertence verdadeiramente ao mundo.
Esta é a história de Sam e do verão que ele nunca irá esquecer. Mas em cada recanto idílico da memória, em cada época dourada do passado, há sempre uma mancha que nos lembra que não foi tudo perfeito. Há sempre algo nosso que fica irremediavelmente para trás.
Hard Land – Duros Anos transporta-nos para os lugares mágicos – físicos e emocionais – que marcam a nossa vida e se inscrevem indelevelmente nas nossas histórias pessoais. Um emocionante tributo aos anos 80 e a filmes como Stand By Me e The Breakfast Club.
 
 
O autor venceu o Prémio de Literatura da União Europeia com o livro "O Fim da Solidão".

 
Link afiliado Bertrand

Lidos em 2023 - 1 e 2

27.05.23

Referi a leitura de José Rodrigues dos Santos e percebi que não escrevi nada sobre os outros cinco livro que li, desde o início do ano (pela minha média, já teria lido 21 livros). 

 

Verdes Anos - Colette

"Verdes Anos" é uma obra escrita pela autora francesa cujo nome verdadeiro era Sidonie-Gabrielle Colette. Foi conhecida por obras como "Gigi", "Claudine" e "Chéri".

A história conta a iniciação sentimental e sexual de dois adolescentes parisienses — Phil e Vinca, com 15 e 16 anos, amigos desde a mais tenra infância — durante umas férias à beira-mar numa casa alugada pelas duas famílias. 

Entre ambos, uma Mrs. Robinson (Mme Delarey) com quem Phil tem uma relação de natureza sexual.

A leitura deste romance revelou-se interessante, no entanto, não foi completamente deslumbrante. Tenho a impressão de que este tipo de literatura adquire uma relevância particular numa certa época. Em 1923, provavelmente teria causado um choque e sido considerado progressista, devido aos temas que explora, mas na actualidade, nem por isso.

 

O cavalo amarelo - Agatha Christie

Recentemente, a RTP2 emitiu uma adaptação televisiva da obra, mas apenas inspirada no original. Com Rufus Sewell, não resisti a ver a série e, de seguida, "confrontar" com o livro. Claramente são duas histórias completamente diferentes, pelo que foi um prazer duplicado.

É mais um excelente exemplo da habilidade de Agatha Christie. 

A história de "O cavalo Amarelo" começa com um padre assassinado que é encontrado na posse de uma misteriosa lista de nomes em que existe uma alarmante quantidade de pessoas mortas, embora por causas naturais. 

Mark Easterbrook, um escritor e historiador, envolve-se no caso, que o leva  à taverna "O Cavalo Amarelo" na vila de Much Deeping, onde se depara com um grupo de três supostas bruxas. As bruxas parecem estar ligadas às mortes, mas Easterbrook fica céptico quanto à ideia de que elas possam estar realmente matando pessoas através de magia negra. 

 

Deliciosamente divertida é a Mrs. OIiver, uma excêntrica e prolifera escritora de policiais (pelo menos cinquenta e cinco), frustrada com a falta de inspiração:

- Ah, mas custa-me tanto - disse Mrs. Oliver sombriamente. - Diga o que quiser, não é natural que cinco ou seis pessoas estejam no local quando B é assassinado e todos têm um motivo para matar B... isto é, a não ser que B seja completa e loucamente desagradável e nesse caso ninguém se importará se ele foi morto ou não, e não se importa com quem o fez.

 

Fun fact... este livro foi publicado originalmente em 1961, depois de a autora ter publicado MAIS de 55 livros.

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