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My Books News

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Curtas literárias 16.03.2023

16.03.23

A ler

Verdes Anos - Colette

 

Listas

Elena Ferrante’s Reading List: The Best 40 Books Written By Contemporary Women [Country and Town House]

 

Notícias livrescas

Ainda se recordam do fascinante mistério dos manuscritos roubados? Afinal, o falso editor e agente literário (...) roubou mais de 1000 manuscritos para "os apreciar antes de qualquer outra pessoa". (notícia aqui)

Por vezes, a realidade é muito mais interessante que a ficção.

 

Efemérides

  • 30 anos da morte de Natália Correia

  • 198 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco
  • Dia dos contrabandistas de livros, na Lituánia:
    ainda no séc. XIX, a Rússia procurou russificar a Lituánia e entre outras medidas, proibiu livros em lituano e com o alfabeto latino, o que alvo de contrabando, durante o período da sua proibição.
    Com a queda da URSS, os contrabandistas ascenderam ao estatuto de heróis que preservaram a língua e a história lituana.

Noam Chomsky sobre IA

12.03.23

Um interessante artigo de opinião de Noam Chomsky no New York Times (via Mornig Brew) sobre e fenómeno ChatGPT e a Inteligência Artificial em geral. Conta como "livros", porque há várias referências a Jorge Luís Borges. 

 

Naturalmente, que pedi ao ChatGPT para vos resumir (mas vale mesmo a pena a sua leitura integral):

O desenvolvimento da inteligência artificial (IA) é motivo de otimismo e preocupação, de acordo com um artigo de opinião no New York Times de Noam Chomsky. Embora programas de IA, como o ChatGPT da OpenAI e o Bard do Google, tenham sido elogiados por sua capacidade de gerar linguagem aparentemente semelhante à humana, esses programas diferem significativamente da forma como os humanos raciocinam e usam a linguagem, devido à sua falta de capacidade de explicação. Ao contrário do pensamento humano, que consiste em conjecturas criativas e críticas, a aprendizagem de máquina é baseada exclusivamente em descrição e previsão, e é, portanto, incapaz de oferecer uma explicação causal. O artigo argumenta que essa falha fundamental nos programas de aprendizagem de máquina significa que eles nunca serão capazes de alcançar a inteligência artificial geral, o que permitiria que mentes mecânicas ultrapassassem os cérebros humanos qualitativamente em termos de insight intelectual, criatividade artística e todas as outras faculdades distintamente humanas.

Para lá da Ficção: Prémio Baillie Gifford

11.03.23

O Prémio Baillie Gifford, que reconhece a melhor escrita de não-ficção do ano, anunciou um prémio "Vencedor dos Vencedores" para celebrar o seu 25º aniversário. A lista de finalistas inclui seis vencedores anteriores do prémio:

 

Título 

Craig Brown

One Two Three Four: The Beatles in Time *

Wade Davis 

Into the Silence: The Great War, Mallory and the Conquest of Everest 

Barbara Demick

Nothing to Envy: Real Lives in North Korea

Patrick Radden Keefe

Empire of Pain: The Secret History of the Sackler Dynasty *

Margaret Macmillan 

Paris 1919: Six Months That Changed The World 

James Shapiro

1599: A Year in the Life of William Shakespeare *

 

Infelizmente, não me parece que tenham sido publicados por cá, mas três (*) podem ser encontrados no Scribd. 

Percorrer os anos, é ficar maravilhada com o que se publica em não-ficção. A vastidão dos temas, dos estilos, dos mundos que abarca. 

 

Aqui ficam apenas alguns dos que me despertaram a atenção:

 

O desassossego de Fernando Pessoa

04.03.23

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

 

Quanto mais leio o Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, mais sinto que a frase motivacional, extraída do poema A Tabacaria, tem um lado muito sombrio. 

Na verdade, o poema, em si, é bastante deprimente, de alguém que sente que fracassou na vida e se sente cansado da mesma. 

 

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.

 

Com efeito, ler o Livro do Desassossego tem momentos particularmente tristes, especialmente quando cruzamos com a biografia do autor, que sabemos ter sido um alcoólico solitário. 

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