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My Books News

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Curtas literárias 28.06.2020

28.06.20

A ler

Girl, Woman, Other - Bernardine Evaristo [digital]

 

Próximas leituras

Chiquinho - Baltasar Lopes (Cabo Verde)

Ler os clássicos 2020 - JULHO | Um clássico asiático ou africano

 

Livros no meu radar

A Sara é o terror da minha TBR.

 

Para ouvir

Entrevistas de pessoas norte-americanas que nasceram escravizadas.

 

Pedi no NetGalley

Eu tenho MESMO de ler os pedidos do NetGalley e melhorar as minhas estatísticas, por lá.

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Tantos livros por onde escolher

25.06.20

Sabem aquele momento, entre o fim de um livro e o início de outro, em que andamos pelas estantes a tentar decidir a próxima leitura, porque são tantas as opções de escolha?

É impossível pensar em destralhar os meus livros em papel, quando sinto tanto prazer em passear-me pelas minhas estantes.

 

Mas tenho de limpar o pó... nem tudo são rosa, sabem?

Restoree - Anne McCaffrey

25.06.20

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Antes de mais, esta capa. A sério.

Já não me recordo como adquiri este livro, mas eu faço questão de ter tudo da Anne McCaffrey.

 

Este é o primeiro romance da autora (a primeira a vencer os prémios Hugo e Nebula) e foi inicialmente publicado em 1967.

Na sua página (gerida pelo filho) e quando questionada sobre uma sequela para Restoree, esta respondeu:

Restoree” was a once-off jab at the way women were portrayed in science-fiction. Don’t forget that book was published in 1967. I have no need to write a sequel since it served its purpose of an intelligent, survivor-type woman as the protagonist of an S-F story.

 

Sara é uma jovem e introvertida bibliotecária que é sequestrada por extra-terrestres e se descobre num planeta alienígena - Lothar. 

Confusa e acometida de pesadelos aterradores, vive numa clínica para doentes mentais em que é a cuidadora de um homem reduzido a uma situação de completa apatia.

Quando ela  ouve uma conversa entre um técnico e um médico, descobre que o seu paciente - Harlan - está a ser drogado com o propósito de o fazer passar por doente mental. Nesse momento, decide preparar a fuga de ambos.

 

Eu adorei ler este pequeno livro. Verdadeiro entretenimento, mas um manifesto feminista, não é.

Porém, a verdade é que poderá perfeitamente ter sido uma pedra no charco em 1967. Não estou suficientemente informada para dizer o contrário.

Ainda assim, uma virgem que é "reclamada" por um homem poderoso... basicamente é uma história que li em muitos livros "harlequin".

 

Mais, o livro começa com o estereótipo racial, associado a pessoas judias (em concreto à heroína), o que achei verdadeiramente lamentável, embora não seja capaz de o contextualizar.

A autora poderia perfeitamente estar a utilizar na sua história uma realidade - jovens judias a fazer plásticas - que seria um tópico da altura, dada a popularidade de Barbra Streisand, por exemplo.

 

Fora disso, senti que estava num "mundo" de Anne McCaffrey. A construção dos seus universos é inquestionavelmente ficção científica no seu melhor.

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