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My Books News

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Livros no meu radar: Humildes que trabalham - Armando Gonçalves

29.02.20

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O livro intitula-se " Humildes que trabalham (Reportagens), de Armando Gonçalves, reproduzindo reportagens publicadas no "O 1º. de Janeiro. Segue o indice:

-MULHERES- "as barqueiras", "as carregadoras de areia", as sardinheiras", " as sargaceiras", "as leiteiras", "as guardas da linha", "as carquejeiras", "as cascalheiras", "as recolhedoras de carvão", "as descarregadoras de sal", "as carregadoras de carvão" e "as carregadoras de paralelipipedos".

- HOMENS - "Numa locomotiva do directo do Porto a Barca de Alva", "os mineiros da lousa" e "o homem dos fantoches".

Daqui

Inspiração

 

 

High art / Low art

24.02.20

Eu sou um pouco adversa à dicotomia livro-literatura vs. livro-entretenimento. Pressupõe que a literatura/arte não pode entreter e que um livro que tenha como objectivo o entretenimento, não possa ser uma obra literária de qualidade.

 

Quando é que um livro é considerado literatura, no sentido de arte, em vez de puro entretenimento?

 

Uma moderadora de um podcast literário que só agora comecei a ouvir, ofereceu a sua proposta simplificada: um livro é arte (=literatura), quando responde às "grandes questões".  Ela não refere quais as questões, mas acho que se subentende que serão as grandes questões da humanidade (que incluem o espaço que habita).

 

Mas deixa também claro que isso é distinto de género literário e que, por exemplo, uma novela ou um romance gráficos poderão ser literatura, precisamente porque tratam dessas "grandes questões".

 

Eu acrescentaria que um livro também poderá ser arte, pela excelência na forma como trata a palavra e/ou a linguagem.

 

Em todo o caso, é a vantagem dos livros, podem ser aquilo que precisamos que sejam, em cada momento da nossa vida.

 

E se pensarmos bem, a definição de arte diz-nos que é uma actividade humana de manifestação artística e, por isso, é tão subjectiva como os humanos que a produzem e a criticam.

 

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É a vida!

24.02.20

Depois de assistirmos às notícias sobre raptos, assassinatos, acidentes de viação, mortos palestinianos e israelitas, descobertas de centenas de vítimas taliban asfixiadas em contentores no Afeganistão, surge uma notícia que, como uma luz divina, redime todo o mal espalhado pela Terra: nasceu um bebé panda no Zoo de Pequim! O apresentador sorri largamente, pisca mesmo um olho cúmplice aos telespectadores. Depois das imagens de futebol, remata enfim, com um tom sábio: "É a vida!".
É a vida, pois. Que mais quereis? É a vida lá fora, não há nada a fazer, é assim, vivei a vossa com paz e serenidade, não há nada a temer, é lá longe que tudo acontece e, no entanto, estou aqui eu para vo-lo mostrar inteiro, o mundo, ide, ide, às vossas ocupações que a vida continua.

Portugal, Hoje: O Medo de Existir
José Gil

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