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My Books News

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Manuais escolares

30.08.19

A propósito desta notícia de O Público, deixo aqui o estado dos livros entregues a uma das minhas sobrinhas.

Na prática (na escola dela), os manuais estão todos dispostos em mesas e as pessoas devem retirar os "melhores".

Considerando que a escola pode, no final do ano lectivo, recusar livros que não estejam em bom estado, o que nos garante que estes não serão recusados, precisamente pelos danos que já tinham?

Recordo que, se os recusarem, a minha sobrinha não terá direito ao manual gratuito, no ano seguinte.

Mais, o processo é tão subjectivo, que ela teve de apagar os que entregou e vai ter de apagar os que recebeu.

E estes, eram os que estavam "melhorzinhos".

 

E qual é o tempo de vida dos manuais? Ou seja, a reutilização implica um acumular de pequenos desgastes ao longo do tempo, que inevitavelmente levarão à sua inutilização.

O último da fila será a pessoa prejudicada?

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A solução é simples:

- manuais obrigatoriamente novos no ensino primário, que tem necessidades específicas;

- aprovação de manuais APENAS se forem compatíveis com a reutilização.

 

O processo de reutilização de manuais é possível e desejável, mas claramente não é compatível com o contínuo baixar de calças às editoras.

#1000BlackGirlBooks

28.08.19

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Marley Dias Gets it Done: And So Can You

 

The girl activist has become a prominent figure in our time – Greta Thunberg, the climate change activist; Malala Yousafzai, the Nobel prize winner campaigning for girls’ education; and Emma Gonzales, a US advocate for gun control, to name just three. Why are we yet to see any teenage boys fulfil these roles?

“I think our parents push for us [girls] to understand that we’re connected to other people at a younger age. Boys’ games are about conflicts, and fake fighting. And that translates into real life. You see it in school; if something bad happens, boys say: ‘I’m not with them, I don’t connect to them, I’m separate.’ But with girls, we play family, we play house. We think about others. Maybe that [has made] us more inclined to be activists.”

 

The Guardian Books

Marley Dias tem 14 anos. Começou o movimento #1000BlackGirlBooks aos 10 anos de idade. Nem todas as super-heroínas usam capa...

Anna Karenine - Liev Tolstói

28.08.19

Nos anos 50, José Saramago traduziu Ana Karenine para o português, a partir do francês. E em 2019 eu percebi que tinha essa tradução, na minha colecção de clássicos publicada pelo Jornal de Notícias.

 

Anna Karenine, de Liev Tolstói foi o mega clássico que pensei que iria ler, juntamente com outros membros da comunidade booktube, durante o mês de Agosto. Quando isso não se concretizou, decidi ler sozinha. Afinal de contas, era o meu primeiro grande clássico russo e aquele que tem uma das mais famosas primeiras frases da literatura:

 

"Todas as famílias felizes são iguais, mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira"

 

No centro do romance estão três casais: Ana Karenine e o seu amante, o Conde Alexei Vronsky; Levine e a sua jovem amada Kitty; Stepan Oblonsky e a sua esposa Dolly.

 

O romance começa com a ruptura entre o casal Stepan-Dolly, fruto da infidelidade do primeiro, que leva a uma visita de Ana Karenine, sua irmã, que tentará a reconciliação.

Dolly é uma mulher que ama o marido e que, por isso, sofre amargamente com as suas traições (a última com a perceptora das crianças), com o peso das sucessivas gravidezes e a educação dos filhos.

 

Levine ama Kitty, que por sua vez está enamorada do Conde Alexei Vronsky. Por isso, quando Levine a pede em casamento, esta recusa, causando grande sofrimento ao proprietário e agricultor.

Porém, o galante Conde Alexei Vronsky, assim que vê Anna Karenine, apaixona-se por esta e afasta-se de Kitty, deixando a jovem humilhada e sem pretendente.

 

Anna Karenine, por sua vez, faz o impensável para a época e abandona o filho e o marido para ir viver com Alexei Vronsky, de quem engravidou entretanto. O sofrimento de Anna Karenine, pelo afastamento do filho e ostracizada pela sociedade e até família é quase uma personagem com vida própria.

 

A dupla Anna/Alexei é considerada o cerne da história, mas honestamente, foi por Levine que me apaixonei. As suas dificuldades em se reconciliar com a rejeição, o seu amor por Kitty, a dedicação ao trabalho, às condições das suas propriedades (nem sempre com resultados positivos), os seus dilemas morais e a sua resistência à modernidade são o fio condutor de uma personagem incrivelmente rica e bem desenvolvida.

Levine é o meu herói nesta história, imperfeições e tudo.

 

Existe uma boa dose de história e filosofia, ou não estivesse a decorrer durante as reformas liberais que extinguiram a servidão dos camponeses russos.

 

A leitura foi bastante mais fluída que imaginava. Depois de um arranque lento, só as horas para dormir me obrigavam a parar.

 

O calhamaço de 700 páginas não me impressionou fortemente, confesso. É um incrível exemplo do realismo, mas quem tem um Eça...

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