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My Books News

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Julho literário

30.06.18

Na minha agenda:


 


1. 


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Uma das minhas bibliotecas municipais é muito mais tristonha do que aquela em que utilizo diariamente. Raramento lá vou.


Mas estará aberta no dia 1 de Julho, o Dia Mundial das Bibliotecas e acho importante (e muito prazenteiro) participar no dia e abalar-me para lá. 


 


Mais, encontrei o meu "passaporte cultural" que tem ZERO carimbos da biblioteca. Como é isso possível? Já o coloquei na carteira para remediar isso. 


 


2.


Como já havia referido, entro no mês de Julho a terminar livros inacabados, que também são calhamaços:


- A ponte invisível, Julie Orringer;


- Pensar, depressa e devagar, Daniel Kahneman.


 


3.


Julho é também o mês da 3ª edição do projecto Ler os Nossos, organizado pela Cláudia, A mulher que ama livros


 


Como todos os clássicos a votos para o Clássico de julho e agosto - encontro na Feira do livro do Porto são "nossos", a minha tarefa ficou muito facilitada.


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Além dos Contos Exemplares, gostaria também de ter tempo para reler e ler, de Camilo Castelo Branco: Amor de Perdição e Amor de Salvação.  


 


Falta saber o que trago da biblioteca. 

Os Miseráveis

30.06.18


 


FINALMENTE! Consegui terminar o 1º livro de Os Miseráveis. 


Os meus objectivos de leitura para Junho eram: ler 4 livros e um deles teria de ser este 1º volume, cuja leitura estava suspensa, há muito. 


 


Algumas pessoas irão agora sentir algum desconforto, mas aí vai: depois de ler o 1º livro dos Miseráveis, sou da opinião que ele tem momentos de brilhantismo, intercalados por partes de escrita "a metro". 


 


E mais não digo, arrogando-me o direito de avaliar a obra no seu todo.


 


Lidos: Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Nuno Júdice

28.06.18

Num dia com longas horas de espera, terminei: Sensos Incomuns, de Maria Isabel Barreno, Cronista não é recado, de Maria Teresa Hora e Pedro, Lembrando Inês, de Nuno Júdice.


 


Este dia é um excelente exemplo do porquê de andar sempre com um livro. Na verdade, estou seriamente a considerar deixar um livro no porta-luvas - é que o que levei para a manhã, acabou cedo demais.  


 


Sensos Incomuns - Maria Isabel Barreno (1993)


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Depois de Novas Cartas Portuguesas (1972, em co-autoria)A Morte da Mãe (1972), este é o meu terceiro livro de Maria Isabel Barreno. 


Uma verdadeira pechincha (€1) que há muito aguardava vez na estante. 


 


Este pequeno livro de contos é uma deliciosa leitura com personagens fascinantes, com sensos incomuns. E a forma como usa a palavra para criar imagens inusitadas, é sublime: 



Assim pensava Madre Angélica, invariavelmente, atravessando os escuríssimos corredores, ouvindo o ressonar das suas irmãs em Cristo, e concluía, sempre com um estremecimento: quantas obstruções e filtros e escuras passagens temos dentro de nós, acerca dos quais ignoramos tudo, e que sub-repticiamente se revelam ao conhecimento dos outros, na nossa inconsciência, pela calada da noite ou por qualquer outro lapso de nossa vigilância. 



 


#bookbingoleiturasaosol2


Se estão a fazer o Book Bingo leituras ao Sol 2 (aqui), fica a dica que este livro de contos, que custa apenas €1.00, venceu o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (1993).


 


 


Cronista não é recado - Maria Teresa Horta (1967)


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Mais um das 3 Marias das Novas Cartas Portuguesas (1972, em co-autoria), que revisito. Desta feita, um pequeno livro da sua poesia mais antiga. 


O livro encontra-se divido em três conjuntos: um em que a temática é mais social, com enfoque nos trabalhadores; outro em que o tema são as mulheres e finalmente um conjunto de poemas que afloram a História de Portugal.  


Não é um livro de poemas de fácil compreensão, para leigas como eu, mas eu considero isso um aspecto a melhorar e não uma barreira para a leitura.


 


Frequentemente, a poesia depende de um grande domínio da linguagem e do conhecimento das vivências culturais e históricas da poetisa/do poeta. 


 


Porém, mesmo com as obras mais "difíceis" há sempre um momento de sintonia entre poetisa e leitora que é difícil esquecer. Como se estivéssemos a viver o mesmo, a pensar no mesmo e neste caso, a sentir a mesma frustração: 


 



CRÓNICA SOBRE O PAÍS AO SEU POVO 


 


Levam os feitos para a


História


reis de tronos cinzelados


 


Para quem é malfadado


não há brocado 


nem fato


 


Cronistas dizem das naus


mas não dizem do arado


que lavra a História do povo


feita de povo descalço


(...)



 


Pedro, Lembrando Inês, de Nuno Júdice (2001) 


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Pedro, Lembrando Inês, de Nuno Júdice é uma releitura a que volto com alguma frequência. Ando a lê-lo e relê-lo desde a sua publicação.


Peguei nele por capricho, na biblioteca, apesar de ter um exemplar em casa. Mas o meu em nada se assemelha à edição da Dom Quixote com tons sépia.


 


Pedro, Lembrando Inês é um livro que recomendo a quem "não lê poesia", esse e toda a obra de Eugénio de Andrade. :)   


 


#readingwomenmonth

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