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My Books News

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A luz de Michelle McNamara

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A jornalista Michelle McNamara morreu em 2016.


 


Há anos que investigava (dizem que de forma obsessiva), o Golden State Killer - um homicida e violador em série que era procurado desde os anos 70. Terá violado mais de 50 mulheres e matado mais de 12 pessoas.


 


Muito provavelmente, a sua investigação terá determinado uma nova visibilidade a um caso votado ao esquecimento. 


 


Hoje, estaria a celebrar a detenção de um suspeito, que terá sido já ligado ao processo através de provas de DNA. Um polícia, agora reformado, com 72 anos. 


 


Saltei da cadeira quando li o cabeçalho da notícia. Seguia McNamara há algum tempo e torcia por ela. Esta é a conclusão que ela não chegou a viver. 

Leituras sobre as mulheres do 25 de Abril

Há dois livros, sobre o 25 de Abril, que destacaria, pela perspectiva feminina, tão ausente da literatura deste período.


Se tivesse de escolher uma frase para descrever este livro, diria que foi aquele que me ensinou, o que não sabia que desconhecia.


Ana Sofia Fonseca concentra-se nas horas que antecederam a revolta dos militares, pelos olhos das mulheres que os acompanharam, desde as namoradas, às esposas, até àquela que daria o nome à revolução. 


Na descrição dessas horas, vai contextualizado como os casais se conheceram e de como chegaram ali. Acima de tudo, sobre como era ser mulher no Antigo Regime.


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Maria Antónia Palla é/foi uma activista dos direitos humanos e do feminismo, que - por acaso - também é a mãe do actual primeiro ministro. 


Oferece um excelente vislumbre sobre o jornalismo português do antes e pós-25 de Abril. Tem igualmente a melhor descrição que já li, sobre o colonialismo:


 



O gado era a principal riqueza dos naturais dessa região. E embora a posse dos animais fosse individual, a gestão das manadas era colectiva. Porque tudo dependia da água. O que fazia circular o gado por terras não delimitadas, em busca dos reservatórios de águas das chuvas que os seus proprietários tinham construído. Os concessionários mandaram a certa altura colocar avisos de que, dentro de um ano, a terra que não fosse reclamada, passaria a sua posse. Os naturais não sabiam ler. E um belo dia, encontraram a terra partilhada e cercada de barreiras, o que impedia o acesso à àgua dos animais que ficavam condenados a morrer de sede.


Aos seus proprietários, espoliados das terras que há séculos lhes pertenciam, restava-lhes ir trabalhar para as minas da África do Sul onde ficavam retidos por contratos que faziam deles escravos.


Viver pela liberdade, Maria Antónia Palla 


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