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My Books News

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Educação literária

Como sou uma pessoa poupada (remediada), já imprimi as listas de livros constantes das metas curriculares de português (básico), para o próximo ano lectivo.


 


O meu objectivo é recorrer aos sites de trocas de livros para conseguir o maior número de obras possível, a custo zero.


 


Começo por perguntar à pequenada o que já têm, depois vejo o que há lá por casa, e também  imprimo algumas coisas (o ME disponibiliza os poemas num caderno de apoio do 7º ao 9º ano).


 


Estava de volta do da lista do 9º ano e constato que nada li, a não ser Camões e Gil Vicente, na escola. Excepção para dois contos de Eça de Queiróz. É mau!


 


Está visto que já tenho uma lista de leitura para as férias, ou não fosse 2017 o meu ano de ler literatura lusófona.


 

Traduções à parte

A história é deliciosa. Um verdadeiro conto de fadas, em que uma tradutora auto-didacta se revelava, ao traduzir uma das obras do ano - The Vegetarian, de Han Kang, que viria a receber o Man Booker Prize.


 


 Aparentemente, não só era auto-didacta como tinha começado a aprender coreano há apenas 6 anos. 


 


Agora, parece que o destaque que a obra teve, levou a que muitos coreanos, ao ler a obra, questionassem a tradução. A controvérsia emergiu quando uma análise mais cuidada, terá demonstrado que a tradução tinha graves problemas.  


 


De acordo com um artigo científico, apresentado numa conferência na Ewha Womans University, 10,9% da primeira parte do romance estava traduzida incorrectamente (de erros pequenos a muito grandes) e 5,7% do texto original foi omitido. E como refere a notícia, isso apenas na primeira parte.


 


Mas o que é apontado como sendo mais grave são os aditamentos que a tradução teria feito, a cerca de 30% do texto original (ainda estamos na primeira parte).


 



Não consigo enfatizar o quanto o estilo de escrita de Han Kang é diferente em coreano. As frases de Han são esparsas e silenciosas, às vezes terminam em fragmentos. Em contraste, Smith usa um estilo alto e formal com floreados líricos. Como observou um crítico, a tradução tem um "tom do século dezanove", que lembra Chekhov. 


Isso altera mesmo como as personagens são retratadas. Smith faz o marido de Yeong-Hye parecer arrogante, sofisticado e pedante. Na verdade, ele é um tipo básico, tosco, inconsciente de seu próprio sexismo ou seus preconceitos. Meus alunos sentiram que o personagem era totalmente deturpado.



[A tradução é minha] 


 


Será caso para questionar quem ganhou o Booker?


 


 


 

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