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My Books News

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Room - Emma Donoghue

08.03.16

 


Não há nada que possa dizer sobre este livro que não seja uma informação excessiva, que poderá interferir no prazer de leitura de alguém.


 


Talvez dizer-vos que o narrador desta história é Jack, um menino de 5 anos de idade. É uma voz maravilhosa.


 



Today I´m five. I was four last night going to sleep in Wardrobe, but when I wake up in Bed in the dark I´m changed to five, abracadabra. Before I was three, then two, then one, then zero. "Was I minus numbers?"


 



Não consegui parar de ler e por isso comecei ontem pelas 21h00 e terminei esta manhã. Tive de obrigar-me a parar. É um livro de cinco estrelas. 


 


Perdeu o Man Booker Prize em 2010 para o The Finkler Question de Howard Jacobson. Estou curisosa para ler este último e votar eu.


 


A senhora que se segue: Lídia Jorge, O dia dos prodígios.

Sensibilidade e bom senso - Jane Austen

07.03.16

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 A releitura do Sensibilidade e bom senso de Jane Austen foi determinada pelo Clube dos Clássicos Vivos. Não me recordo das minhas impressões da primeira leitura, mas tambem não costumo prender-me a elas. descobri há muito que crescemos e a leitura que fazemos dos livros e da vida, crescem connosco.


 


A obra centra-se na vida de duas irmãs, numa Inglaterra do séc.XIX, cujo cenário principal alterna entre o campo bucólico e os salões de festas. Do principio ao fim, não temos muito mais que algumas caricaturas sociais e uma trama centrada na finalidade das mulheres da época - casarem. 


Marianne é a jovem de 16 anos que almeja um amor verdadeiro e ardente; deseja viver intensamente e honestamente prega as suas convicções  - de adolescente - a quem a quer (ou não) ouvir. Elinor é a mais velha e sensata, cujas paixões esconde; muito sofrida e muito elevada em sentimentos. O paralelo no masculino faz-se no safado do Willoughby e no sofrido Coronel Brandon. 


 


Este Sensibilidade e bom senso não tem o brilho de Orgulho e Preconceito. Falta-lhe qualquer coisa que não consigo identificar. Mas não posso deixar de fazer o paralelo entre Elizabeth e Elinor e, entre as duas, a primeira é superior.  


 


Outra coisa que me condicionou a leitura foi o filme. É impossível não estar, constantemente, a comparar as duas versões da obra. 


 


Confesso que continuo a preferir Elizabeth Gaskell, outra inglesa do período vitoriano, mas com uma contemporaneidade muito maior sobre o papel das mulheres e até sobre condições laborais em fábricas. Por falar nisso, impõe-se uma releitura de Norte e Sul.

A visita do Brutamontes - Jennifer Egan

04.03.16

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Tomei conhecimento deste livro como sendo um antecessor do Interessantes de Meg Wolitzer. Como planeava ler este último, decidi começar pelo primeiro.


Uma das coisas mais interessantes (não resisti) neste livro é a estrutura pouco convencional (não quero dizer inovadora porque os meus conhecimentos de literatura não o permitem).


 


Eu poderia começar por falar das personagens que são muitas, ricas e cujas ligações fazem deste livro um verdadeiro prazer - confuso, mas prazenteiro. Mas em vez de escrever, publico o genial gráfico da TessieGirl que é tão genial como o seu gráfico (se não acreditem, passem um bocadinho de tempo na página dela).


 


As relações entre todas estas personagens são a vida materializada em páginas de livros. Não há frases magníficas e citáveis, não há grandes e rebuscados enredos, só o brutamontes que não perdoa ninguém. Surpreendeu-me a consistência do livro. Apesar de haver duas personagens centrais, o livro não se centra nelas e todas são igualmente coesas e ricas. 


 


É um livro sobre pessoas. Sobre pessoas reais. Umas melhores que outras. É um livro sobre o passar do tempo, sobre o que é ser adulto. É um livro situado num local e num tempo, mas com um discurso universal. 


 



 


O livro tem pequenos capítulos em que dá enfoque a cada uma das personagens, de uma forma ou outra. Isso leva a que tenhamos conhecimento dos eventos por perspectivas diferentes - algumas bem surpreendentes. 


Uma tentação que me fez "lutar" um pouco com o livro, na sua fase inicial, foi a tentar dar ordem ao livro - quem é quem, cronologia. Quando percebi que era inútil, o livro fluiu.


 


Algo que nunca tinha visto antes foi ler o destino de várias personagens ser adiantado logo nas apresentações, como se a escritora quisesse dizer-nos pontualmente que não era um desses livros. Depois, quando finalmente me habituava a isso, surgem notas de rodapé a ocupar metade de uma página. E o capítulo em powerpoint? 


 


Se querem um livro "fora da caixa", é um excelente começo.

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